Centro de Estudo e investigação Científica

Pautamos pela Hierarquização, organização e síntese dos conhecimentos atreveis de modelos e métodos científicos.

Estatuto da Juventude

O Executivo Angolano tem que Separar o Mnisterio da Juventude do Desporto e Criar um Estatuto da Juventude lei que garante direitos e benefícios a jovens.

Festival da Criatividade Juvenil

Objectivo é Criar um espaço para apresentação e avaliação dos projectos tecnológicos mais criativos desenvolvidos no seio dos institutos médios, superiores e universidades. Proporcionar um espaço para troca de informações e experiencias entre jovens criativos, tecnologia, ciência e inovação. Será o encontro de várias áreas do saber, nomeadamente a ciência e tecnologia com projectos criativos e inovadoras .....

Forum Provincial da Juventude

Objectivo: Proporcionar um espaço de debates Juvenis, discussão, consulta e troca de experiências, assumindo também funções de dinamização e promoção de actividades na área de intervenção da juventude, e apontar oportunidades para a conjugação de esforços no intuito de reforçar a capacidade criativa da Juventude, reforçar a prática de cidadania aos jovens enquanto agente cívico e cultural .

This is default featured slide 5 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

Mostrar mensagens com a etiqueta Carnaval. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Carnaval. Mostrar todas as mensagens

sábado, 6 de julho de 2013

Conselho Nacional da Juventude | Angola


Luanda; São muito os jovem que desconhece esta Associação de utilidade pública, que congrega todas as Associações Juvenis e estudantis  Angolana. Hoje achei pretendente postar aqui no blog sobre este órgão importante para Juventude Angolana.

O que é Conselho Nacional da Juventude?

O Conselho Nacional de Juventude adopta a sigla CNJ. é uma organização de âmbito nacional, de carácter social, apartidária e com personalidade jurídica própria, pessoa colectiva sem fins lucrativos;
É uma organização de consulta, coordenação, concertação e comparticipação entre as organizações de juventude e de estudantes. Congrega no seu seio (34) organizações de âmbito nacional e os (18) Conselhos Provinciais de juventude. Fundada aos 04 de Outubro de 1991,
 Adopta o Lema: Associativismo, participação e Desenvolvimento.
  
 OS Objectivos do CNJ:

 a) Constituir um espaço de diálogo, intercâmbio de posições e pontos de vista entre as organizações membros;
b) Reflectir sobre as aspirações da juventude Angolana, promovendo o debate e a discussão sobre a sua situação e problemática;
c) Contribuir para o incentivo, desenvolvimento e reforço do associativismo juvenil;
d) Assumir-se como interlocutor perante os poderes públicos constituídos e reivindicar o direito de consulta sobre todos os assuntos que digam respeito á juventude Angolana em geral;
e) Apoiar projectos e programas das organizações membros;
f) Assumir uma posição de diálogo e intercâmbio com organizações estrangeiras congéneres;
g) Publicar e apoiar a divulgação de trabalhos sobre a juventude;
h) Desenvolver e apoiar a organização de actividades de interesse juvenil;
i) Catalogar as preocupações e iniciativas das organizações de juventude e de estudantes e canalizá-la ás entidades competentes.  

(Âmbito)

O CNJ congrega organizações de juventude e estudantes, representativas de vários sectores da vida juvenil, que tenham entre seus objectivos o Desenvolvimento sócio -cultural dos jovens e se identifiquem com os valores da democracia.
O CNJ é aberto a todas as organizações de juventude e de estudantes que preencham os requisitos previstos nestes estatutos.

(SÍMBOLOS)

Os símbolos representativos do CNJ são a sua bandeira e a insígnia,
A Bandeira do CNJ tem um fundo branco que simboliza a PAZ, com raiar do sol de cor amarela que simboliza a esperança no nascer de um novo dia força e esperança num futuro melhor. Com 100 cm de comprimento, largura 60 cm e 20 de diâmetro.
A Insígnia do CNJ é constituída por uma semiesfera na parte superior com letras azul que simboliza a força da juventude, bravura e inteligência escrita Conselho Nacional de Juventude, sendo o seu interior de cor amarela com elevações raiar do sol, que simboliza, a chama e a convivência na diversidade da juventude a paz, e na parte inferior escritas abreviadamente em letras maiores de cor amarela que simboliza unidade e desenvolvimento CNJ.

 (DIREITOS)

1 - Constituem direitos das organizações membros efectivos do CNJ:
a) Eleger e ser eleita para qualquer dos seus órgãos.
b) Participar nas actividades e deliberações do CNJ.
c) Usufruir das formas de apoio que o Conselho possa facultar.
d) Ser designada para representar o CNJ junto de outras organizações nacionais e/ou internacionais.
e) Ter acesso a informação regular sobre todas as actividades do CNJ.
f) Exprimir opiniões ou propostas que visem contribuir para o prestígio e desenvolvimento do CNJ.
g) Propor a criação de comissões especializadas.
h) Propor pontos de agenda para a ordem de trabalhos da Assembleia Geral e do Comité de Representantes Permanentes, nos termos a definir nos respectivos Regulamentos Internos.
i) Possuir um documento que certifique a sua condição de membro do CNJ.
j)Desvincular-se ou suspender temporariamente a sua categoria de membro do CNJ.
K)Recorrer aos órgãos competentes em caso de qualquer decisão tomada contra a organização e sobre o qual não concorde, apelando ás instâncias hierarquicamente superiores do CNJ.
l) Constitui ainda direito das organizações membros efectivos, o usufruto de quaisquer benefícios legais provenientes do desenvolvimento das acções do CNJ.

(DEVERES)

Constituem deveres das organizações membros efectivos do CNJ:
a) Aceitar e respeitar os estatutos do CNJ e contribuir activamente na implementação dos seus princípios e objectivos.
b) Zelar pela boa imagem do CNJ, junto dos poderes públicos, da sociedade e da juventude.
c) Contribuir na aplicação das decisões dos órgãos sociais do CNJ, desde que elas estejam em conformidade com os seus estatutos.
d) Pagar regularmente as quotas e demais contribuições que forem estabelecidas pela Assembleia Geral.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

ORIGENS DO CARNAVAL

" À frescura da mulemba
Às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar
À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar "
(Agostinho Neto, cadeia do Aljube, Portugal, 1960)
Profecia e certeza. Voltámos ao nosso carnaval. Voltámos à Angola libertada e independente. Corremos com os sul-africanos e, como prémio, recebemos o carnaval da vitória, cuja primeira edição aconteceu em 1978.
Os carcamanos foram corridos de Angola.Saborearam o amargura do pão que o diabo amassou. E os angolanos voltaram ao seu carnaval. Seu entre aspas, porque ele também apareceu com a colonização. Foi, também entre aspas, importado.
Mas os angolanos voltaram ao seu carnaval. À sua festa. Aquela que, mesmo nos tempos da colonização, servia como máscara para preparar os caminhos para a libertação política, económica e cultural. Os angolanos transformaram o enlatado naquilo que Roldão Ferreira chama de maior festa do povo angolano. E não só.
O carnaval na opinião de estudiosos do tema
 
ORIGENS DO CARNAVAL
 
Afinal, qual a origem do carnaval? Esta é uma questão que, até hoje, divide os estudiosos. Muitos são os estudos sobre este fenómeno da cultura popular, mas nenhum deles conseguiu estabelecer com precisão como, quando ou onde a festa começou.
Da mesma forma, a origem da própria palavra carnaval é controversa: para uns, o vocábulo advém da expressão latina carrum novalis (carro naval), que seria uma espécie de carro alegórico em forma de barco, com o qual os romanos abriam suas comemorações.
Outros acreditam que a palavra vem da expressão carne levare que, no dialeto milanês, quer dizer o tempo em que se tira o uso da carne – ou seja a Quarta-feira de Cinzas, quando se anuncia a supressão da carne devido à Quaresma.
Todos os estudiosos, porém, concordam que a origem do carnaval está, de alguma forma, relacionada aos cultos criados por povos antigos para comemorar uma boa colheita agrária.
Assim, a origem do carnaval pode estar no antigo Egipto, nos festejos em homenagem à deusa Isis e ao Touro Apis, ou nos rituais louvor a Dionísio que aconteciam na Grécia entre os anos 605 e 527 antes de Cristo.
A maioria dos estudiosos, contudo, acredita que o carnaval tem raízes nas celebrações do Império Romano chamadas Saturnálias, realizadas ainda antes do nascimento de Cristo.
As Saturnálias eram festas em homenagem ao deus do tempo, Saturno. Elas aconteciam nos meses de Novembro e Dezembro, sob a protecção de Baco, o deus do vinho, e reuniam todos os segmentos da sociedade, desde membros da nobreza aos escravos, numa quebra total da hierarquia social da época.
Tanto que o rei da festa, o Rei Momo, era escolhido dentre os escravos, a classe social mais baixa de Roma, e durante os festejos ele tinha a primazia de poder ordenar o que quisesse, pois seria atendido.
Assim, sob a protecção de Baco e sob as ordens de Modo, todos se misturavam nas ruas para as comemorações, que incluíam muita comida, bebida, música e dança – como se vê, nada muito diferente do modelo de carnaval adoptado em vários países.
Mais tarde, com a ascensão da Igreja Católica, começou um clima de censura a tais festejos, cujos excessos (muita comida, bebida e desordem) chocavam com as recomendações de austeridade religiosa.
A Igreja chegou mesmo a pensar em proibir a festa mas, com receio de perder fiéis, numa época em que estes ainda eram poucos, acabou por encontrar uma forma conciliatória: no ano 325 foi decidido que os quarenta dias antes da Páscoa deveriam ser reservados apenas para orações e jejuns.
Assim, os festejos foram transferidos para o período anterior a esse intervalo de tempo de quarenta dias, conhecido como Quaresma.
Com o passar do tempo, essas festas se espalharam por toda a Europa, sendo realizadas em Roma, Paris, Veneza, Munique, Nápoles, Florença, Nice, e não só.
Os festejos chegaram a Portugal nos séculos XV e XVI, com o nome de entrudo, ou seja, introdução à Quaresma. Inicialmente, o evento tinha uma característica essencialmente gastronómica.
Logo ganhou ares de folguedo agressivo entremeado por alguma violência, marcado por loucas correrias pelas ruas, com as pessoas lançando baldes de água, farinha, ovos, tintas e até lama sobre as outras.
Inicialmente, faziam-se esferas de cera bem finas com o interior cheio de fedorentas que eram atiradas sobre as pessoas. Alguns foliões mais ousados, contudo, começam a injectar no interior das laranjinhas ou limões-de-cheiro substâncias malcheirosas e impróprias para a festa.
Foi exactamente esse tipo de entrudo violento e anárquico que os portuguesas, do continente, levaram para as suas Ilhas da Madeira e Açores, bem como para Cabo Verde, Angola e Brasil.
Nas colónias, o entrudo ganhou outras características, com a introdução de cantos e danças de origem africana, evoluindo para a forma como o carnaval hoje é comemorado em Angola e no Brasil.

O CARNAVAL EM ANGOLA  
Luanda - Trazido pelos portugueses, o carnaval chegou a Angola provavelmente por volta de meados do século XIX, mesmo período em que aportou em outras ex-colónias lusas, como Brasil e Cabo Verde.
Desembarcou em África ainda com o nome de entrudo, que era como se chamava, em Lisboa, um tipo de festejo agressivo, marcado por certa dose de violência, com as pessoas a lançar sobre as outras desde água fedorenta (acondicionada em esferas de cera) até baldes de água, farinha, ovos, tintas e lama.Em Angola, a festa logo ganhou outras características, com a animada introdução, pelos angolanos, de uma enorme variedade de cantos e danças nacionais.
Gradualmente, como aconteceu noutros países, o entrudo em Angola foi perdendo o seu carácter de festa agressiva , facto que contribuiu para aumentar mais ainda a participação popular.
A partir da primeira metade do século passado, a festa ganha uma dimensão classista: a maioria da elite colonial recolheu-se aos bailes fechados nos clubes da época, ficando o carnaval de rua praticamente restrito aos nacionais.
A única excepção nessa divisão era o chamado corso, um desfile de carros alegóricos que percorria as ruas centrais de Luanda, Benguela, Lobito e outras cidades, e do qual participavam também militares, profissionais liberais, pequenos empresários e outros integrantes da elite sócio-económica da época.
Com o passar dos anos (que também coincidem com o aumento gradual da renda dos então depauperados)o carnaval começa a ostentar a divisa de festa para toda a gente, sobretudo nas áreas urbanizadas do país.
É assim que o carnaval realizado na cidade de Lobito durante o período que vai do final da década de 60 até o princípio da década de 70 do século passado, chegou a ser considerado pela crítica nacional e internacional como a segunda melhor festa do género no mundo, logo a seguir à do Rio de Janeiro, no Brasil, conforme revelou à Angop a directora do Arquivo Histórico Nacional, Rosa Cruz e Silva.
De facto, os festejos carnavalescos no Lobito, município da província de Benguela, se tornaram, naquela época, uma grande atracção turística, comparada mesmo ao carnaval carioca. A cidade recebia visitantes de outras províncias angolanas e até mesmo do exterior, durante o período de carnaval.
No Lobito, a festa movimentava quase toda a população da cidade que participava animadamente tanto do desfile como dos vários bailes promovidos pelos clubes locais, com destaque para os promovidos pelo Atlético do Lobito, uma associação recreativa e desportiva daquele município.
Outro facto marcante do carnaval do Lobito, segunda a historiadora, era a intensa participação das empresas locais, e não só, que ajudavam na organização e nos preparativos da festa. Os empresários apoiavam sobretudo na confecção dos carros alegóricos que participavam do desfile, motivo pelo qual, de ano para ano, eles se tornavam cada vez melhor elaborados, sofisticados e atractivos.
Rosa Cruz e Silva destacou que, na época, ainda em pleno regime colonial, as autoridades portuguesas, em Benguela, faziam de tudo para evitar manifestações populares de contestação ao regime. Mesmo assim, o grupo autóctone Malamba da Anha do Norte ( 15 Km a norte do Lobito) era o mais apreciado e aplaudido ao apresentar-se de forma genuína e própria, com danças e musicas únicas na época.
Ao analisar o fenómeno carnavalesco em Angola, a directora do Arquivo Histórico Nacional lembrou que essa manifestação cultural tem raízes europeias, mas aqui ganhou a contribuição das populações nativas, que introduziram usos, costumes, ritmos e sons novos, transformando a festa e conferindo-lhe as características actuais.
A historiadora fez ainda menção a uma brochura publicada em 1986 pela Comissão Preparatória do carnaval, que apresenta uma retrospectiva do folguedo em Angola desde o século XIX, com referências aos festejos carnavalescos em Benguela, Lobito e Catumbela.
Segundo essa retrospectiva, o carnaval da Catumbela é o festejo carnavalesco mais antigo em Angola, pois dados históricos mostram que o folguedo já ali se realizava em 1890.